17.3.11

A Águia e as Galinhas



Do alto de uma montanha caiu um filhote de águia, o qual foi encontrado por um camponês no caminho de sua casa, não sabendo muito o que fazer, levou para casa e colocou junto as galinhas.
O tempo passou. A águia junto as galinhas continuou. Toda vez que o vendaval surgia, no chão a águia caia como uma simples galinha.
Por sorte, um certo dia, um poeta que por ali passava, reconhecendo a ave, resolveu ajudá-la.
Pegou cuidadosamente com as suas mãos e levou lá para o alto da montanha. E de lá jogou para baixo.
E foi quando caia e estava ao ponto de estatelar no chão, que o forte ímpeto instintivo de salvar-se, surgiu a confiança superando ao medo. Abrindo as asas, pousou sincronicamente sobre um belo lugar.
A ave que por muito tempo pensava ser galinha, em águia dourada se transformou.

14.3.11

Dia da Poesia


Quero - Carlos Drummond de Andrade



Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?

Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.

Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.

No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.


8.3.11

Alguns motivos pelos quais os homens gostam tanto de mulheres

Alguns motivos pelos quais os homens gostam tanto de mulheres (Arnaldo Jabor)

1- O cheirinho delas é sempre gostoso, mesmo que seja só xampu. 
2- O jeitinho que elas têm de sempre encontrar o lugarzinho certo em nosso ombro, nosso peito. 
3- A facilidade com a qual cabem em nossos braços. 
4- O jeito que tem de nos beijar e, de repente, fazer o mundo ficar perfeito. 
5- Como são encantadoras quando comem. 
6- Elas levam horas para se vestir, mas no final vale a pena. 
7- Porque estão sempre quentinhas, mesmo que esteja fazendo trinta graus abaixo de zero lá fora. 
8- Como sempre ficam bonitas, mesmo de jeans com camiseta e rabo-de-cavalo. 
9- Aquele jeitinho sutil de pedir um elogio. 
10- O modo que tem de sempre encontrar a nossa mão. 
11- O brilho nos olhos quando sorriem. 
12- O jeito que tem de dizer 'Não vamos brigar mais, não..' 
13- A ternura com que nos beijam quando lhes fazemos uma delicadeza. 
14- O modo de nos beijarem quando dizemos 'eu te amo'. 
15- Pensando bem, só o modo de nos beijarem já basta. 
16- O modo que têm de se atirar em nossos braços quando choram. 
17- O fato de nos darem um tapa achando que vai doer. 
18- O jeitinho de dizerem 'estou com saudades'. 
19- As saudades que sentimos delas. 
20- A maneira que suas lágrimas tem de nos fazer querer mudar o mundo para que mais nada lhes cause dor.